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22.3.04

Fingir que não é connosco 

Com a morte do líder espiritual do movimento islâmico Hamas, o "sheik" Ahmed Yassin, o Governo de Ariel Sahron dá mostras de uma total incompetência para lidar com a questão do Médio Oriente. Não é difícil de antever a escalada de violência que se vai seguir a este disparate político-militar.

Israel não pode fazer aos outros povos aquilo de que historicamente padeceu: do ódio, da perseguição, da injustiça.

Jerusalém e as terras sagradas do Médio Oriente, berço das três religões monoteístas, não é nem de israelitas, nem de árabes, ou sequer apenas de cristãos. É de todos, enquanto símbolo de fé, paz e fraternidade humana.

Nós, cristãos ou ateus, não podemos ficar indiferente à violência gratuita e à intolerância. Por cada episódio de guerra e de terror perpetrados - de raides aéreos, a atentados de bombas-suicidas - tanto os embaixadores do Estado de Israel como os representantes da autoridade palestiniana deviam chamados pelos governos nacionais, para darem explicações. Ao menos isso! Ou vamos fechar os olhos, assobiando para o lado?!

Se os acontecimentos do mundo não nos dizem nada, então mais vale fingir!
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Tempo... e a falta dele! 

Há já alguns meses que deixei de actualizar este "blog". Por Muitas razões. A maior delas: a falta de tempo. O trabalho e o estudo não deixaram espaço para me manter em diálogo com a blogosfera.

Vamos ver se arranjo algum tempo para passar por cá!

21.10.03

Uma pergunta a William Jefferson Clinton 

Bill Clinton está hoje em Lisboa, a convite do “Diário de Notícias” e “Diário Digital” para participar num conferência sobre “Os novos desafios da globalização e a crise de valores comuns”.

Não consigo encontrar outra compararão senão esta: Bill Clinton é uma espécie de Cícero do nosso tempo. Tal como o brilhante orador romano, o ex-presidente do Estados Unidos está associado a uma forma de fazer, viver e marcar a política.

Sobreviveu ao escândalo caso Monica Lewinsky. Aprofundou as relações internacionais. Procurou conciliar a América com o mundo, uma América que viveu uma situação de crescimento e prosperidade notáveis. Hoje, Bill Clinton é um dos conferencistas mais bem pago do mundo. Cobra entre 35 e 400 mil dólares por discurso.

Se tivesse a oportunidade de lhe fazer uma questão, simplesmente perguntar-lhe-ia: acredita que o ser humano, seja um nativo africano ou um índio da Amazónia, pode mudar o mundo? (E o que é o mundo, afinal de contas?)
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15.10.03

Deputado outra vez 

Interrompo a espuma dos dias agitados (trabalho, estudo, luto e revolta), com mais um "post".

Paulo Pedroso regressa hoje ao Parlamento. Depois da festa da libertação na AR, o deputado do PS retoma a sua condição de deputado. Não será que o suspeito de crimes tão graves não deveria ter optado por outra via, em vez de decidir regressar a São Bento?

Ana Gomes, no passado fim-de-semana trouxera de novo à baila a notícia da revista "Le Point" sobre a alegada existência de ministros pedófilos no Governo. A Procuradoria Geral da República (PGR)respondera que não está a decorrer qualquer inquérito.

Por mais que nos revoltemos contra qualquer facto da vida, devemos continuar a confiar na Justiça. Nunca como hoje acreditei no estado de Direito.
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8.10.03

O fim do banho Maria... 

Ao quinto dia do "Martinsgate" o ministro dos Negócios Estrangeiros abandona o Governo. Um desfecho previsível, sobretudo depois da divulgação dos mais recentes dados.

E, agora, como podemos avaliar o comportamento do até ontem chefe da diplomacia portuguesa?

Talvez Martins da Cruz tenha sempre agido em boa fé. Talvez o sistema de acesso ao Ensino Superior seja injusto para os filhos dos diplomatas. Isso não justifica contudo a actuação do gabinete do MNE, ou ainda o "timing" para introduzir alterações no sistema.

Insisto nesta ideia que manifestei desde o início deste episódio: é necessário apurar as responsabilidades. Por outras palavras, é necessário responder às seguintes questões: quem foram todos os protagonistas desta tentativa de arquitectura anti-democrática?; o quê, como e quando em concreto foi engenhado este "esquema"?

Pelo meio, fico com a sensação de que há um cordeiro degolado injustamente. A palavra de honra sai ferida com esta trapalhada. Quem é que vai dar crédito aos políticos, depois deste exemplo?

O Governo acaba por viver momentos complicados. E uma vez mais por questões pessoais que tomam contornos políticos. Porque em Política os problemas pessoais tornam-se quase sempre do interesse (dos) público(s).

A Política precisa de honestidade, verdade e ética. Quem assume funções públicas e políticas tem de comprometer-se com estes valores.
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7.10.03

A cruz de Martins 

O Partido Comunista Português (PCP) quer a demissão do ministro António Martins da Cruz. Já se tornou um hábito em Portugal pedir a cabeça dos responsáveis políticos quando se levanta qualquer suspeição.

Não deveria antes de mais esclarecer-se toda a situação que envolve o alegado favorecimento da filha do ministro dos Negócios Estrangeiros? Não será que só depois se poderia partir para as conclusões adequadas?

Há aspectos em toda esta polémica que têm se ser clarificados. A oposição ou qualquer força - dos partidos às associações académicas - não podem limitar-se a fazer o jogo do adversário das causas. Cada qual está, obviamente, a cumprir com o seu papel. Não basta, porém, deixarmo-nos levar pelo calor das emoções e pedir sangue na arena.

Só uma investigação séria e imparcial deste caso poderia valorizar a já de si descredibilizada Política. E se, nesse caso, ficasse comprovado o envolvimento de Martins da Cruz neste processo, então, sim há razões para pedir ao embaixador que regresse à actividade diplomática. Sem rodeios, nem contemplações.
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6.10.03

Pormenores que marcam a diferença 

Ontem à noite, a SIC e a TVI anunciavam que Maria da Graça Carvalho iria suceder a Pedro Lynce, na pasta da Ciência e do Ensino Superior. Uma notícia que a visada haveria de desmentir esta manhã, em declarações à TSF. Mais tarde, à hora do almoço, o gabinete do Primeiro-Ministro arrumaria com o "tabu".

É evidente que a vice-presidente da Ordem dos Engenheiros se limitou a desmentir um facto. E esse facto nunca acontecera. O Primeiro-Ministro nunca convidara a investigadora para qualquer cargo, pelo menos até hoje de manhã. Não é difícil de imaginar que a professora do Instituto Superior Técnico terá sido contactada em primeiro lugar pelo seu antecessor e só depois pelo chefe do Governo. Nada mais! Por isso é que Maria Graça Carvalho acabou por "brincar" com a comunicação social.

Os jornalistas devem analisar com rigor o discurso dos actores da comunicação (política, etc). Ou então, levarão muitos "manguitos".
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4.10.03

Em nome da transparência 

No último dia de uma semana de férias, o país fervilhava com a demissão do ministro da Ciência e do Ensino Superior, Pedro Lynce. Era o culminar de um caso que está a agitar a vida política nacional.

Para já, há que elogiar o comportamento do ministro demissionário. Pedro Lynce não tinha, aliás, outra saída. Se ficasse, o ministério poderia ficar paralisado. A nuvem poderia confundir-se com Juno...

Numa sociedade habituada a situações dúbias, é necessário pôr tudo a limpo sobre o alegado favorecimento da filha do ministro dos Negócios Estrangeiros. É imperioso o esclarecimento cabal do assunto. E saber se há mais responsáveis. Em nome da transparência e da verdade.
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